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© Per Mariam, 2019

"Masterplan para Destruir a Igreja"
Terá sido este livro uma profecia?
Capítulo IV - A Missa é um Banquete

A Missa também tinha que ser objecto do Masterplan. Não se trata de irradiá-la de uma só vez, porque isso seria impossível. Mas tem um plano de ataque especialíssimo. Todo o plano consiste em tirar-lhe o sentido “sagrado” de ser a renovação incruenta do Sacrifício da Cruz e deixá-la reduzida a nada mais que um banquete de confraternização.

 

O Masterplan diz: os cristãos dizem que a Missa é banquete; pois insistamos nesta mesma ideia, em que é apenas um banquete de irmãos.

 

Para isso, propõe muitos pormenores. Cada um deles parece não tirar nada à Missa, diz o Masterplan; mas todos em conjunto irão imediatamente convertê-la num simples banquete de “Irmandade”; e quando o Sacrifício do Calvário desapareça da Missa, a própria “Irmandade” desaparecerá, como se derrubaria uma coluna a que se tirasse o betão armado.

Primeiro dos pormenores, coisas simples e que são mesmo coisas razoáveis: que se diga toda ela na língua de cada um, para assim se poderem entender melhor todos, no banquete. Com isto, diz o Masterplan, se consegue tirar um pouco o sentido misterioso, sagrado, da Missa. Que o Sacerdote se vire para os fiéis! Isto aceitar-se-á facilmente, diz o Masterplan: não é razoável e é mesmo impossível que o Sacerdote vire as costas para os seus próprios paroquianos. Com isto, bem simples, o Masterplan pretende conseguir coisas importantes. A primeira é que Deus não seja o Centro da Missa, mas sim os homens.

 

Que o Sacerdote não olhe para Deus, mas sim para os homens; “aliás, assim mesmo o verão os próprios homens a assoar o nariz, quando o precise! ”, diz ironicamente o Masterplan. Eu creio que nós, os cristãos, teremos engolido esta pílula como tontos. O Sacerdote não virava as costas aos cristãos, mas, isso sim, se virava ele próprio de caras para Deus, como fazemos todos nós, os cristãos: Aquele que está sentado na primeira fila não está de costas viradas para os da segunda, os da segunda para os da terceira e assim por diante. A verdade é que todos estamos virados para Deus. Como aliás o deve estar o Sacerdote, com maior força de razão.

 

Uma condição essencial para celebrar a Missa é que o Sacerdote tenha diante de si um Crucifixo. Mas agora, acontece que, olhando o Sacerdote para o público, o Crucifixo olha para o Sacerdote, mas vira as costas para os cristãos. E assim, acabará por se tirar o Crucifixo do Altar. No Altar, sempre havia as relíquias de um santo. Agora, não se necessita; basta apenas uma simples mesa de madeira ou de outro material qualquer, porque se trata apenas de um banquete. O que importa é tirar da Missa tudo quanto soe a “sagrado”.

Insistir na naturalidade!, diz o Masterplan. Que cada Sacerdote use as palavras que mais lhe agradem e os movimentos que lhe sejam mais fáceis; desde que haja apenas genuflexão na Consagração, tudo o mais não interessa, que o faça a seu modo. O que importa é tirar tudo quanto seja misterioso e sagrado, pouco a pouco. E que depois das mãos lavadas, que continue a servir-se dos dedos indicativo e polegar porque, use-os para o que os usar, ainda pode consagrar com eles!

 

Que se façam muitas leituras, para que deste modo as Missas se pareçam mais com as cerimónias ou serviços religiosos dos protestantes, diz o Masterplan; o que importa é que o Sacrifício do Calvário fique reduzido ao menos possível, que não seja o central; que se digam muitos sermões, que se cante muito, que se saúdem os irmãos, que se peça perdão uns aos outros... insistir em tudo o que os possa levar a esquecer um pouco de Deus, de adorar a Deus; que adorem o homem!

 

Como vêem, o Masterplan é refinadamente diabólico, porque se baseia em coisas boas, mas o seu verdadeiro objectivo é eliminar a adoração de Deus, que se esqueça o Sacrifício de Cristo... e eliminados os fundamentos, a coluna da dita “Irmandade” derrubar-se-á.

 

Mas agora, o Sacrário é um problema. É que, ao olhar o Sacerdote para o público, fica de costas viradas para o Sacrário. Portanto, será melhor tirar o Sacrário do centro da igreja e pô-lo a um lado; e assim, o Sacerdote não lhe virará as costas durante a Missa. Com isto, diz o Masterplan, tiraremos os Sacrários do centro das igrejas; e isto será um grande passo!

Pouco a pouco, insistir no banquete. Sugerir que se ponham mesas nas igrejas, para que os cristãos se juntem como em mesas de comer, o mesmo que afinal fez Cristo com os apóstolos, que se sentaram numa mesa. Isto será um ponto final, diz o Masterplan, e assim Cristo estará já fora; serão só os “irmãos” sentados em confraternização. O Sacerdote sentar-se-á numa mesa, como outro irmão qualquer. Será, no fim de contas, uma reunião de irmãos, mas não uma adoração a Deus, não uma acção de graças a Deus. Conseguir-se-á um banquete de “irmãos”, mas esquecer-se-ão do Sacrifício de Cristo. Usarão pão corrente, e o que sobre atirar-se-á para o lixo como outro pedaço de pão qualquer, ou que se dê aos cães, diz ironicamente o Masterplan.

 

Insistir no amor aos “irmãos” protestantes, diz o Masterplan. Que a Missa se pareça o mais possível com os serviços religiosos dos protestantes, para assim atrair melhor os “irmãos ” protestantes à Igreja Católica. E assim desaparecerá a tão profunda designação de o Santo Sacrifício da Missa.

 

Que subtil e que ironia mais fina, a do Masterplan!

Alerta, amigo Sacerdote, alerta!

Masterplan Para Destruir a Igreja

Introdução

Masterplan Para Destruir a Igreja

Capítulo I

Masterplan Para Destruir a Igreja

Capítulo II

Masterplan Para Destruir a Igreja

Capítulo III

Masterplan Para Destruir a Igreja

Capítulo IV

Masterplan Para Destruir a Igreja

Capítulo V

Masterplan Para Destruir a Igreja

Capítulo VI

Masterplan Para Destruir a Igreja

Capítulo VII