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© Per Mariam, 2019

A vida dos demónios e a vida dos condenados



É a vida dos que se deixam levar pelos espíritos malignos, que são orgulho, ódio e desespero, inveja, ciúme e sede insaciável de mal.


Esses espíritos danados, roídos pela necessidade imperiosa de operar o mal, são obreiros da iniquidade, fomentadores de violência, de blasfémias, ódios e divisões, de heresias, obscenidades e de tudo o mais que há de mal no Universo.

Na raiz, está sempre a mesma causa: o ódio de Satanás contra o Verbo de Deus feito Carne para a salvação da humanidade, o ódio de Satanás contra Mim, Salvador, e contra o homem que quer arrastar à sua própria perdição.

Nesse terrível dia em que resplandecerá a Justiça Divina, ele ver-se-á privado da possibilidade de continuar a causar prejuízo. Então, terá vergonhosamente que admitir que ele, Lúcifer, a criatura mais bela do Universo, a criatura mais inteligente e mais poderosa, foi vencido por uma frágil criatura humana, bem inferior a ele por natureza, mas imensamente superior por Graça.


Esse será o seu humilhante tormento por toda a Eternidade. Não menor tormento sofrerão as almas condenadas, em especial os consagrados traidores, pelos quais te convido a rezar e a oferecer, a fim de que eles se convertam e vivam.

Satanás, impotente inimigo de Deus, mas ultra potente inimigo do homem.

Manhoso, insidioso, tenaz no mal, leva a melhor sobre a natureza humana, enfraquecida. É -lhe fácil agir sobre uma natureza inferior à sua e, ainda por cima, já mortalmente ferida por ele.


Deus é agente de Bem, de Luz, de Verdade, de Justiça e de Paz. Satanás é agente de mal. Eis a fonte da História, que abarca o Céu e a Terra, que envolve a humanidade.

Em tudo isto não se sabe ver o jogo duplo de Satanás, que actua, sem encontrar resistência, do exterior e no interior.


—Do exterior: Quem não vê os seus instrumentos é cego: o comunismo, incarnação de Satanás, e o capitalismo maçónico Com efeito, a própria burguesia está terrivelmente marcada pelo radicalismo maçónico, forte com os seus laços internacionais. São armas com as quais Satanás procura incansavelmente desagregar a Igreja e não se pode negar que, com um tal aparelho, ele o tenha, em parte, conseguido.


—No interior: Satanás está a provocar na Igreja uma terrível crise de Fé que nunca foi tão generalizada. As consequências são evidentes. Serve-se do progresso, da moderna tecnologia, tudo, ou quase, ao serviço de Satanás, do mundo, seu aliado, e das vossas paixões. A concupiscência do espírito, quer dizer, o orgulho, grave pecado da Igreja do vosso tempo, e a concupiscência da carne, afastaram do Corpo de Cristo muitos membros destinados ao serviço do bem comum, sacerdotes e almas consagradas.


Estas manobras são dignas daquele que foi o mais belo e o mais poderoso de todos depois de Deus e que é ainda poderoso. Demonstra-o a gigantesca massa de mal que opera no seio da Igreja e de toda a comunidade humana.

Quem é Satanás, no qual muitos não acreditam e no qual outros crêem confusa ou vagamente?


Depois de Deus, ele era a criatura mais bela, mais rica de dons e de poder.

Um ser espiritual, vivo, real e poderoso, que se transformou, de Anjo que era, no mais horrível monstro de fealdade e de perfídia, com uma sede inextinguível de mal e de ódio. Ele é o mal, porque ele identifica-se com o mal. Recusou Deus por orgulho, para ser o dominador e o senhor do reino das trevas.


Satanás é aquele que determinou, por um acto da sua vontade, a sua perdição eterna pessoal e a das tropas que acreditaram nele e o seguiram. Ele determinou também, pela manha e pela mentira, a perdição da Humanidade, estendendo emboscadas aos vossos primeiros pais, levando-os, pela mentira, a rebelião contra Deus, fazendo-os repetir o seu próprio pecado.


Ele está confirmado no seu pecado e é por isso que sabe que não pode haver para ele, nem agora nem nunca, a possibilidade de mudar a sua sorte de ódio desesperado.

Satanás é o mal em contínuo movimento, sem tréguas, mesmo por um instante; Satanás é mentira e obscuridade; Satanás e, na medida em que o pode ser uma pequena criatura aos olhos do Infinito, o oposto de Deus.


Deus é Luz, Amor, Justiça e Verdade; Satanás é o oposto de tudo isto. Ele é o inimigo declarado de Deus, e em particular do Verbo feito Carne e da Sua Igreja; quer a destruição de um e de outro. Está obcecado neste louco e maligno desejo, de modo que nem por um instante renuncia a persegui-lo com todas as suas forças.


Este conhecimento do Maligno, filho, é o pressuposto substancial de qualquer Pastoral. Uma Pastoral eficaz e absolutamente inconcebível sem uma visão viva e precisa desta realidade de base.


As dissertações teológicas são inúteis se não tem por base esta realidade. Atualmente, constrói-se na areia.


Via: Santini Marconni