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© Per Mariam, 2019

Maria, Mãe de Deus, é tão misericordiosa quanto poderosa. Medianeira de todas as Graças.

"Maria não foi ainda suficientemente louvada e exaltada, honrada, amada e servida. Ela merece muito maior louvor, respeito, amor e serviço".



Ensina-nos a Igreja que Maria, apesar da dignidade de ser a mais sublime criatura saída das mãos do Criador, está infinitamente abaixo de Deus. Contudo, o mesmo Deus, sem necessitar de nada ou de ninguém, quis servir-Se d’Ela. E, sendo esta a vontade divina, ninguém pode duvidar de que é imutável e a mais perfeita.


São Luís Grignion afirma: “Foi por meio da Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por meio d’Ela que Ele há de reinar no mundo”. Aquele que disse ser “o Caminho” (Jo 14, 6) escolheu vir ao mundo por meio de Maria. Poderiam os homens escolher outra via para ir a Ele?


Também São Luís Maria Grignion de Montfort une sua voz à de outros Santos – entre eles Santo Agostinho, São Cirilo de Jerusalém, São Bernardo, São Bernardino, São Tomás e São Boaventura – para afirmar sem rodeios que, por vontade de Deus, a devoção a Maria é necessária à salvação. Em razão disto, acrescenta, “não se deve confundir a devoção à Santíssima Virgem com a devoção aos outros Santos, como se Ela não fosse muito mais necessária, e fosse apenas de super-rogação, isto é, um acréscimo”.


Maria Santíssima é verdadeira Mãe de Deus e nossa. Por Maria, somos irmãos em Cristo, no Espírito Santo. Ela é o elo sagrado entre a criatura e o Criador.


Maria está tão ligada a Deus no Mistério da Salvação, que jamais Jesus poderia ter dito, na instituição da Eucaristia: “Isto é o meu Corpo […] Este cálice é a Nova Aliança no meu Sangue” (I Cor 11, 24-25), nem soprado sobre os discípulos, conferindo-lhes o poder de perdoar pecados (cf. Jo 20, 22-23), se não tivesse assumido um corpo humano no seio da Virgem Maria. Com efeito, Cristo, ao entrar no mundo disse: “Formaste-Me um corpo” (Hb 10, 5). Esse corpo foi-Lhe dado pela humilde Virgem de Nazaré.


A Virgem Mãe é a Medianeira de todas as graças, com uma distinção importante: Jesus é o Mediador de Redenção, “porque há um só Deus e há um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo, Homem” (I Tm 2, 5). Maria é a Medianeira de intercessão. Ela está entre Deus, de quem é Mãe, e os homens, aos quais assumiu como filhos, quando Jesus Lhe entregou João, o discípulo amado, dizendo: “Eis aí o teu filho” (Jo 19, 26).


A respeito do poder de intercessão de Maria junto ao seu Filho, o então Cardeal Ratzinger cita um comovedor comentário, no qual coloca o próprio Deus como um “devedor” da Virgem Mãe. Esta tudo pode, pois seu Filho “não deixa de satisfazer nenhum de seus desejos, porque nunca Lhe restituiu o que d’Ela tomou emprestado”. Isso nos faz sentir à vontade e confiantes junto à Mãe de Deus, pois Ela é tão misericordiosa quanto poderosa.