Nossa Senhora fala ao Padre Stefano Gobbi da Maçonaria infiltrada na Igreja



«Filhos predilectos, hoje recordais a minha 2ª aparição na pobre Cova de Iria, em Fátima, a 13 de Junho de 1917.


Já vos tinha predito, desde aquela altura, tudo o que estais a viver nestes tempos.

Anunciei-vos a grande luta entre Mim, a Mulher revestida de sol, e o enorme Dragão vermelho, que levou a humanidade a viver sem Deus.


Predisse-vos também o astucioso e tenebroso trabalho, realizado pela maçonaria, que para vos afastar da observância da Lei de Deus e vos tornar assim vítimas dos pecados e dos vícios.


Como Mãe, quis-vos advertir sobretudo do grande perigo que ameaça hoje a Igreja, devido aos muitos ataques diabólicos que se fazem contra ela para a destruir.

Para atingir este objectivo, vem da terra, para ajudar a besta negra que se levanta do mar, uma besta com dois chifres semelhantes ao de um cordeiro (cf. Ap 13,11).


O cordeiro, na Sagrada Escritura, sempre foi o símbolo do sacrifício. Na noite do êxodo, o cordeiro é sacrificado e, com o seu sangue, são aspergidos os umbrais das casas dos hebreus para os subtrair ao castigo que, pelo contrario, atinge todos os egípcios. A Páscoa hebraica recorda este facto todos os anos com a imolação de um cordeiro, que é sacrificado e consumido.


No Calvário, Jesus Cristo imola-Se pela Redenção da humanidade. Ele mesmo se faz a nossa Páscoa, tornando-Se o verdadeiro Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo.

A besta tem na cabeça dois chifres semelhantes a um cordeiro.

Ao símbolo do sacrifício está intimamente unido o do sacerdócio, representado pelos dois chifres.

No Antigo Testamento o sumo-sacerdote usava um turbante com um diadema em forma de dois cornos.

Na Igreja, a mitra –com dois cornos– é usada pelos bispos, para indicar a plenitude do seu sacerdócio.


A besta negra semelhante a uma pantera indica a maçonaria; a besta com dois chifres semelhante a um cordeiro indica a maçonaria infiltrada no interior da Igreja, isto é, a Maçonaria eclesiástica, que se difundiu sobretudo entre os membros da Hierarquia.

Esta infiltração maçónica no interior da Igreja já vos tinha sido profetizada por Mim em Fátima, quando vos anunciei que Satanás se introduziria até ao vértice da Igreja.


Se a tarefa da maçonaria é conduzir as almas à perdição, levando-as ao culto de falsas divindades, o objectivo da maçonaria eclesiástica é antes destruir Cristo e a sua Igreja, construindo um novo ídolo, isto é, um falso Cristo e uma falsa igreja.


— Jesus Cristo é o Filho de Deus vivo, é o Verbo Incarnado, é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem porque une na sua Pessoa divina a natureza humana e a natureza divina.

Jesus, no Evangelho, deu de Si mesmo a definição mais completa, dizendo ser a Verdade, o Caminho e a Vida.


Jesus é a Verdade porque nos revela o Pai, nos diz a sua Palavra definitiva, levando toda a Revelação divina ao seu perfeito cumprimento.


Jesus é a Vida porque nos dá a própria Vida divina, através da Graça, por Ele merecida com a Redenção, e institui os Sacramentos como meios eficazes através dos quais é comunicada a Graça.


Jesus é o Caminho que conduz ao Pai por meio do Evangelho, que Ele nos deu como caminho a percorrer para chegar à salvação.


Jesus é a Verdade, porque Ele –Palavra Viva– é a Fonte e o Selo de toda a Revelação divina.

Então a maçonaria eclesiástica age de maneira a obscurecer a sua Palavra divina por meio de interpretações naturais e racionais e, na tentativa de a tornar mais compreensiva e acolhida, esvazia-a de todo o seu conteúdo sobrenatural.


É assim que se difundem os erros em toda a parte da própria Igreja Católica. É devido à difusão destes erros que muitos se afastam hoje em dia da verdadeira fé. Ora, a perda da fé é a apostasia.

A maçonaria eclesiástica age de modo astucioso a diabólico para conduzir todos à apostasia.


Jesus é a Vida porque dá a Graça.


É objectivo da maçonaria eclesiástica justificar o pecado, apresentá-lo já não como um mal, mas como um valor e um bem. Assim aconselha-se a cometê-lo como um modo de satisfazer as exigências da própria natureza, destruindo a raiz da qual pode nascer o arrependimento, dizendo-se que já não é necessário confessá-lo.


Fruto pernicioso deste maldito cancro, que se difundiu por toda a Igreja, é o desaparecimento da confissão individual em toda a parte.


As almas são levadas a viver no pecado, recusando o dom da Vida que Jesus nos ofereceu. Jesus é o Caminho que conduz ao Pai, por meio do Evangelho.


A maçonaria eclesiástica favorece as exegeses que dão interpretações racionalistas e naturais do Evangelho, por meio da aplicação dos vários géneros literários, despedaçando-o assim em todas as suas partes.


No fim chega-se até ao ponto de negar a realidade histórica dos milagres e da sua Ressurreição e põe-se em dúvida a própria divindade de Jesus e a sua missão salvadora.

— Depois de ter destruído o Cristo histórico, a besta com dois chifres semelhantes a um cordeiro procura destruir o Cristo místico que é a Igreja.


A Igreja instituída por Cristo é uma só: a Igreja Santa, Católica, Apostólica, Una, fundada sobre Pedro.


Via: O livro "Aos Sacerdotes Filhos Prediletos de Nossa Senhora" do Pde. Gobbi

Contacte-nos: info@permariam.org    |       +351 25 213 0513       

Todos os direitos reservados

© Per Mariam, 2019