O castigo de Roma e do clero prevaricador. Escritos proféticos de São João Bosco



'A ti, Itália, terra de bênçãos, quem te mergulhou na desolação?...

‘Não apontes os inimigos, mas os teus amigos.

‘Não ouves que teus filhos pedem o pão da fé e não se encontra quem o distribua?

Que farei? Baterei nos pastores, dispersarei o rebanho para que os sentados na cadeira de Moisés procurem bons pastos e o rebanho, docilmente, ouça e se alimente.

‘Mas sobre o rebanho e sobre os pastores pesará minha mão.

‘A carestia, a peste e a guerra farão com que as mães chorem o sangue dos filhos e dos maridos mortos em terra inimiga.

‘E de ti, Roma, que será? Roma ingrata, Roma efeminada, Roma soberba. ‘Tu chegaste a tal ponto que não procuras outra coisa, nem nada mais admiras em teu soberano senão o luxo, esquecendo que tua e sua glória está sobre o Gólgota.

‘Agora ele está velho, caduco, inerme, despido, entretanto com a palavra que é sua serva faz estremecer o mundo todo.

‘Roma! Eu te visitarei quatro vezes.

‘Na primeira golpearei as tuas terras e os seus habitantes.

‘Na segunda, levarei a destruição e o extermínio até os teus muros. Não abres ainda os olhos?

‘Virei a terceira vez e derrubarei as defesas e os defensores e o comando do Pai será substituído pelo reino do terror, do medo e da desolação.

‘Mas os meus sábios fogem. A minha lei continua sendo pisada.

‘Por isso farei a quarta visita. Ai de ti se minha lei ainda for uma palavra vã para ti!

‘Acontecerão prevaricações de sábios e de ignorantes. O teu sangue e o sangue de teus filhos lavarão as manchas feitas por ti à lei do teu Deus.

‘A guerra, a peste e a fome são flagelos com os quais serão castigadas a soberba e a malícia dos homens.

‘Onde estão, ó ricos, vossas grandezas, vossas mansões, vossos palácios? Tornaram-se o lixo das praças e das ruas.

‘E vós, ó sacerdotes, por que não correis a chorar, entre o vestíbulo e o altar, invocando a suspensão dos flagelos? ‘Por que não tomais o escudo da fé e subis aos telhados, vais ás casas, às ruas, às praças, a todos os lugares, mesmo os inacessíveis, para levar a semente da minha palavra? ‘Ignorais que essa é a terrível espada de dois gumes que abate os meus inimigos, que rompe a ira de Deus e dos homens?




FONTES; 1) Archivio Salesiano Centrale, Roma, (AS S132 Sogni 1). Fotocopia del manoscritto di Don Gioacchino Berto segretario, con postille marginali autografe di San Giovanni Bosco, descritto e trascritto da Don Angelo Amadei nel vol. X delle Memorie Biografiche. 2) P. Giovanni Battista Lemoyne S.D.B., “Memorie Biografiche del Venerabile Don Giovanni Bosco”, Tipografia S.A.I.D. “Buona Stampa”, Torino, 1917, volume IX. (Appendice “B”, pp. 999-1000). 3) Cecilia Romero, “I sogni di Don Bosco – edizione critica”, Elle Di Ci, Leumann (Torino), 1978, pp. 27-32).


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