Profecias do Beato Francisco Palau, um frade Espanhol do século 18, que servem para os dias de hoje


A revolução

Um dia ainda veremos isso no mundo: um único rei e uma única religião! Por curto tempo!.


Francisco Palau foi beatificado pelo Papa João Paulo II confirmando e aprovando assim tacitamente o que deixou escrito. O Beato criou um semanário, intitulado O Ermitão, onde anotava e publicava as suas profecias. E explicava:


“O que é a Revolução?  É hoje na Terra aquilo mesmo que aconteceu no Céu quando Deus criou os anjos: Satanás (…) seduziu todos os reis e governos da terra e com a bandeira ao vento dirige seus exércitos na guerra contra Deus, (…) isto é revolução, isto é anarquia entre os homens e guerra contra Deus”.


“Satanás é o pai da Revolução essa é a obra dele, iniciada no Céu e que vem se perpetuando entre os homens de geração em geração. Por primeira vez após seis mil anos ele teve a ousadia de proclamar diante do Céu e da Terra o seu verdadeiro e satânico nome: Revolução!”


“A Revolução tem como lema, a exemplo do demónio, a famosa frase: não obedecerei! Satânica em sua essência, ela aspira a derrubar todas as autoridades e seu objetivo derradeiro é a destruição total do reino de Jesus Cristo sobre a terra”. Uma horrorosa catástrofe anunciada pelos profetas, por Cristo, pelos Apóstolos e por todos os porta-vozes mais autorizados do catolicismo. A sociedade atual, conduzida em massa pelo poder das trevas e pelo poder político, subiu num trem. Mas os maquinistas a levam para os infernos. A estação de onde saiu chama-se Revolução, a próxima estação chama-se Catástrofe Social.


“Agora o trem circula entre uma estação e outra. Os passageiros não pensam, o Ermitão dá berros fortíssimos: ‘Parem, voltem atrás!”. “Mas essa voz, que é a própria voz do catolicismo, é sufocada pelo ruído do trem. (…) A tempestade levou a ponte. Era noite e o trem que partiu de Gerona ia em frente. Os viajantes não sabiam do perigo, mas a ponte não estava ali. As trevas escondiam o risco, até chegar ao abismo. A locomotiva deu um pulo e não tinha asas, faltavam os trilhos, só havia o precipício. Ela caiu, arrastando consigo os carros e os passageiros. E as águas os engoliram”.


“Eles não acreditaram no perigo, mas ele existia, era verdadeiro, e a incredulidade não os salvou, mas os perdeu. Os maquinistas e condutores do trem para onde vai a sociedade atual estão ébrios, perderam o juízo. Não vedes que não acertam uma? Descei enquanto puderdes, e jogai-vos nos braços da Igreja vossa Mãe, e assim vos salvareis”



O Beato cita três fases da revolução:


1°. A marcha do mundo em direção à dissolução social e ao estabelecimento de uma anti-ordem caótica como fruto de uma Revolução anticristã;


2°. A denúncia dessa Revolução por um enviado de Deus e seus discípulos, seguida da justa punição divina da iniquidade;


3°. A restauração da Igreja e das nações por obra do Espírito Santo e o advento de um período em que as pessoas imbuídas do espírito do Evangelho dariam uma glória a Deus historicamente inigualável. Esse período histórico duraria até o fim do mundo.


Sim, respondia ele, o próprio Lúcifer, que seduziu um terço dos anjos no céu, apoderou-se do coração de uma série de homens-chave na Terra e mais uma vez ergueu a bandeira da revolta. Esse novo Non serviam (“Eu não servirei”) é a grande causa das crises no mundo, concluía. E essa para ele tinha um nome: “Revolução”.


Cem anos antes, o bem-aventurado carmelita já denunciava com horror esta infiltração na Igreja por uma misteriosa estirpe espiritual de Judas agindo na Igreja.


“Judas e o diabo se combinaram contra Cristo, mas os dois foram expulsos do colégio apostólico. (…) o diabo buscou então portas para entrar no seio do catolicismo, e as encontrou nos heresiarcas. As portas lhe foram abertas pelos próprios cristãos que lhe entregaram as chaves da incredulidade e da corrupção das doutrinas”.


“Agora ele está dentro. Desejais vê-lo? Entrai, e o que vereis? Vereis homens que se intitulam católicos, mas blasfemam como demónios e perseguem com furor o catolicismo. (…) “Vereis o diabo dentro do próprio Santuário, desafiando a omnipotência de Deus com blasfémias proferidas diante de seus altares. Vereis no povo católico as abominações prenunciadas por Daniel profeta. Vereis o anticristianismo instalado no poder”.


“Vereis que o diabo se introduziu no lugar sagrado, e corrompe, perverte, tenta, prova”. “Nossa obra que com tanta cautela urdimos desde Judas traidor até esta data, encobrindo o plano com que foi concebida e que com sumo prazer vemos consumada na apostasia de todas as nações”.


Esse plano – segundo a profética previsão do frade carmelitano – iria atingir sua plenitude por uma misteriosa permissão divina:


“Ermitão, (…) escuta: deixa que o diabo e o ímpio completem o mistério de iniquidade que ele iniciou dentro do próprio santuário com Judas traidor.


Contra essa pérfida linhagem lutaram os grandes santos da Igreja, sem nunca terem conseguido extirpá-la completamente. São Pio X, na célebre encíclica Pascendi Dominici Gregis, de 8 de setembro de 1907, condenou com luxo de detalhes a conspiração dos heréticos modernistas, antecessores diretos dos atuais progressistas. A descrição feita pelo Santo Pontífice desta conjuração modernista concorda admiravelmente com a ideia que o Beato Palau havia formado dessa sibilina estirpe de Iscariotes:


“O advento ao trono de um imperador que reduza a uma todas as nações do globo, e a um só todos os programas políticos e religiosos que agora nos dividem, será o ponto final de todas estas revoluções que agitam horrivelmente os povos e os chafurdam pelo chão como serpentes feridas de morte”.


“Um só Deus, um único rei, uma religião só: este é o programa que gravado nas bandeiras imperiais, encherá um dia de espanto o mundo inteiro, e no dia seguinte lhe dará a paz e a prosperidade. Esse dia está tão perto, como perto sentimos estar a dissolução social universal em todos os sentidos e em todas as partes do corpo social”.


“O Anticristo vai nos pegar de surpresa. Hoje somos aquilo que somos, mas amanhã na hora de acordar ser-nos-á anunciado que um génio guerreiro desfez as potências mais fortes do globo, e que tendo nós perdido a nacionalidade, estamos sob o seu domínio. No dia seguinte um decreto anunciará a supressão do culto católico em todo o universo. Em outro dia serão publicadas as penas em que incorrem aqueles que não se rendam às novas leis.

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