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Recordemos as aparições de Nossa Senhora de Zeitoun, no Egipto, vista por milhares de pessoas



A chegada da Santíssima Virgem era anunciada por luzes misteriosas

Fenómenos inexplicáveis antecediam as aparições. Em geral, a chegada da Santíssima Virgem era anunciada por luzes misteriosas, explosões tão brilhantes que lampejavam e cintilavam a ponto de serem comparadas a relâmpagos difusos.

Ocorreram também torrentes de incenso que fluíram pela igreja e caíram sobre as aglomerações fora dela.


A própria Virgem Santíssima não ficava imóvel. Caminhava ao redor do topo da igreja e muitas vezes inclinava-se e saudava as multidões em baixo. Curvava-se da cintura para cima e movia os braços em saudações e bênçãos. Milhares de pessoas, que presenciavam simultaneamente o facto, imediatamente se ajoelhavam para recebê-las.


Maria manifestando-Se com o Menino Jesus nos braços.

O Vaticano, a Igreja copta e até o governo do Egito concordaram na aprovação da aparição


A primeira aparição em Zeitoun registou-se durante a noite de 2 de abril de 1968, quando o mecânico de autocarros muçulmano Mohamed Farouk Atwa, que trabalhava na rua da Igreja Copta de Santa Maria em Zeitoun, pensou que via uma mulher tentando se suicidar saltando da estrutura. Outros dois homens também notaram uma figura branca na parte superior da igreja e o avistamento foi reportado à polícia. Uma multidão reuniu-se no lugar e a polícia tratou de dispersá-los.


Segundo a polícia, o avistamento foi só um reflexo da luz das luzes. No entanto, as multidões, segundo os relatórios, viram naquele acontecimento uma clara apariç]ao da Virgem Maria, e assim, as tentativas por parte da polícia para dispersar a multidão não tiveram qualquer sucesso. O evento terminou após um par de minutos.


Uma semana mais tarde, a 9 de abril, o fenómeno voltou a repetir-se, de novo, com uma duração de vários minutos. Após isso, os aparecimentos fizeram;se mais frequentes, às vezes de duas a três vezes por semana, durante vários anos, finalizando no ano 1971.


Segundo a tradição Copta, a cidade é um dos lugares onde a Sagrada família se alojou durante a sua fuga para o Egipto.


O chefe da Igreja Ortodoxa Copta de Alexandra, Papa de Alexandria, Cirilo VI nomeou um comité de altos sacerdotes e bispos para pesquisar o assunto, presidido pelo Bispo Gregório, bispo de estudos de pós-graduação, cultura e investigação científica Copta. A 4 de maio, Cirilo VI emitiu uma declaração oficial que confirmava os aparecimentos.


As freiras da Sociedade do Sagrado Coração de Jesus também foram testemunhas dos aparecimentos e enviaram um relatório detalhado ao Vaticano, dando como resultado a chegada de um enviado a 28 de abril, que também viu os aparecimentos e enviou um relatório ao Papa Paulo VI.

Como a aparição foi sobre uma igreja Copta, o Vaticano abandonou a investigação, deixando-a às autoridades da igreja Copta. A 5 de maio de 1968, o Papa Cirilo VI da igreja Copta Ortodoxa aprovou a aparição.


Os eventos foram também testemunhados pelo Presidente Gamal Abdel Nasser, e capturadas por jornais, fotógrafos e canais de televisão do Egipto. As investigações realizadas pela polícia não puderam encontrar nenhuma explicação para o fenómeno. Nenhum dispositivo capaz de projectar a imagem foi encontrado dentro de um raio de quinze quilómetros, enquanto o grande número de fotografias a partir de fontes independentes indicam que não teve nenhuma manipulação fotográfica. Dado que foram incapazes de produzir uma explicação alternativa para os luminosos avistamentos, o governo egípcio aceitou os aparecimentos como verdadeiros.


Cepticismo sobre os eventos


As estimativas do número de observadores do evento variam enormemente. Milhares foram à Igreja após o primeiro anuncio do fenómeno. Alguns dizem que os aparecimentos foram vistos por milhões de pessoas. Outras fontes estimam a cifra em redor de 250 000 ao todo.


Uma das centenas de fotografias divulgadas na época. No detalhe observa-se a perplexidade da multidão ao ver a imagem luminosa de Maria Santíssima em movimento

Cynthia Nelson era uma professora de antropologia na AUC (Universidade Americana do Cairo). Ela visitou o lugar da igreja em várias ocasiões, entre elas a 15 de abril de 1968, uma semana mais tarde, perto do final de abril e a 1 de junho de 1968. Apesar das suas visitas ao local do aparecimento mariano tivessem sido feitas de forma irregular, Cynthia Nelson documentou que não viu nada, aparte de uns poucos reflexos intermitentes de luz.


Alguns autores sugerem que os avistamentos devem ser considerados em contexto. As aparições produziram-se num período de crise na história Egípcia e fizeram eco de "um sentimento generalizado de que a derrota do Egipto em 1967 na guerra Árabe-Israelita foi o resultado de ter abandonado a fé em favor das ideias e sistemas de crenças."


Os sociólogos Robert Bartolomé e Erich Goode aludem aos aparecimentos de Zeitoun como um destacado caso de histeria de massas: "parece que os observadores marianos estavam predispostos pelo fundo religioso e havia a expectativa social para interpretar a luz como uma figura da Virgem Maria."

A 12 de maio de 2018, a Igreja Copta celebrou o Jubileu de Ouro do evento mariano. Um grande número de sacerdotes e cristãos de todo Egipto assistiram à celebração, e outras várias festas se celebraram de 10 a 13 de maio.


Anualmente no dia 02 de abril, data da primeira aparição, se celebra a invocação de Nossa Senhora de Zeitoun. Essa devoção se propagou como a renovação da passagem do exílio da Santa Família no Egito.